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wSueli Catao |
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Quem falava pelos cotovelos agora escreverá por eles
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TrocaPop.Com
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wSexta-feira, Maio 04, 2007 |
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PAOLA e os pais na TV
Pra você que não mora em Juiz de Fora.
Endereço do You Tube - AQUI
Clicou e viu.
posted by
Sueli Catao de Vasconcellos
at
6:55 PM
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Roubado do blog do LUIZ DE AQUINO (com a permissão do autor)
O júbilo, a memória e os "do-bem"
Todas as vezes que nomes e imagens de amigos nos surgem na lembrança, ou mesmo ante os olhos, uma energia diferente parece mexer com nosso sangue. E tudo muda: os amigos têm o poder de nos fazer felizes.
Semana passada, vivi um encontro inusitado: ao lado de gente da minha geração, retornei ao pátio e aos edifícios (o antigo, da minha meninice; e o novo, que marca o viver dos atuais) da Seção Tijuca do Colégio Pedro II, na Rua São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. Éramos algumas dezenas de cinqüentenários e sexagenários ex-alunos, ao lado de centenas de atuais alunos, todos na faixa da adolescência. Festejamos, naquela manhã de 27 de abril, o começo dos festejos do Jubileu de Ouro daquela unidade, criada pelo presidente Juscelino Kubitschek para não permitir que setecentos meninos de onze anos ficassem sem escola, apesar da nota superior ao mínimo (7,0) exigido pelo regulamento.
Coisas que marcaram: nosso reencontro com antigos professores (Sílvio, Geraldo, Elza) e inspetores que, na época eram alunos de Faculdades de Filosofia, ou seja, tornaram-se também professores (Seixas, Paulo Pimenta...), além da recepção carinhosa que nos ofereceram os professores (incrível: diretores e professores, todos eles ex-alunos do tradicional CPII) e as diretoras Fátima e Virgília. O pelotão de alunos na guarda-bandeira, o canto do Hino Nacional bem ao modo do Colégio, mostrando-nos que, lá, tudo se faz, hoje, como sempre: a educação é um conjunto de ensinamentos e de práticas que resultam na formação de cidadãos como se deveria fazer em todos os educandários do País. Não foi à toa que, até 1961 (ou terá sido 1971?) o Colégio Pedro II era considerado o "Padrão de Ensino do País".
Mas guardei, para mim, dois momentos especiais: o primeiro, quando a Lasir, aluna daquele grupo dos setecentos de 1957 ,discursou em nome dos pioneiros, contando a História da formação da Seção Tijuca e mostrou duas figuras que participaram daquele encontro com JK: seus pais, às vésperas de festejar 90 anos. Claro: foram aplaudidos de pé por todos nós.
O segundo momento se deu no último item da solenidade, quando cantamos o Hino do Colégio. Uma professora de música pôs-se à boca do palco e regeu alunos, ex-alunos e professores na platéia. Nós, ex-alunos uniformizados, estávamos sentados a um canto do palco. Nesse momento, a nossa professora de Canto Orfeônico (sim: ela tem 93 anos e foi lá, festejar o cinqüentenário, na condição de professora pioneira) levantou-se de sua cadeira à mesa e dirigiu-se a nós, seus ex-alunos, para nos reger.
Viajei no tempo e a vi na sala de aula, num distante 1958 de primeiro ano ginasial. Dona Elza mostrou que tem ainda a mesma postura de regente, o mesmo olhar vivo e significativo, a musicalidade inata... Só me faltou ver entrar, com seu andar típico, as mãos nos bolsos do paletó, o professor Hugo Segadas Viana, nosso diretor.
Não bastasse tanta emoção, eis que recebo, em casa, para uns dias entre nós, o poeta Antônio Mariano, meu irmãozinho de letras de João Pessoa, Paraíba. Como atividade primeira, levo-o à casa do poeta Fausto Rodrigues Valle, ás dos versos e da prosa de ficção, hábil na fala como o foi, até quando o quis, com o estetoscópio a atender várias gerações de crianças desta Goiânia também infante.
Há quem diga que emoções assim podem nos causar a morte, porque o coração é órgão fraco e sensível. Concordo com o último adjetivo; mas sei que o coração, quando agradado, é forte. E a emoção dessa têmpera só vem para júbilo.
Fico por aqui, porque tenho mais o que fazer: ainda é tempo de estar feliz.
posted by
Sueli Catao de Vasconcellos
at
6:40 PM
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